A coalizão foi criada em março de 2026, em uma reunião de líderes do continente na Flórida, a convite de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Ela é formada por governos ideologicamente alinhados ao governo republicano e inclui países como Bolívia, Argentina e Peru.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não foi convidado para a ocasião, além de outros representantes da esquerda, como Delcy Rodríguez, da Venezuela, e Claudia Sheinbaum, do México. Segundo especialistas, a aliança se encaixa na “Doutrina Donroe”, um projeto do governo Trump de manter os países da América sob a zona de influência dos EUA.
Sanções a facções
O texto que aplica sanções contra CV e PCC foi assinado por Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.
A iniciativa visa ao congelamento de ativos, às restrições de imigração e de visto para membros, associados e apoiadores das organizações, além da responsabilização criminal de indivíduos que forneçam apoio material para elas. O documento afirma que acionará um mecanismo de reciprocidade da Organização dos Estados Americanos para viabilizar a medida.
Trump, em seu discurso durante a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), prometeu extinguir o que chamou de “interferência externa” no Hemisfério Ocidental, dizendo que pode utilizar o poderio militar do país para isso.
A posição vai ao encontro da Doutrina Monroe, estabelecida no século 19, que busca manter as Américas como área de influência — ou quintal — dos EUA, sem permitir a relação desses países com outras potências.