Após a repercussão de denúncias envolvendo pastores acusados de abuso sexual, a Assembleia de Deus Missões de Campo Grande divulgou um vídeo informando a adoção de um novo protocolo interno de segurança. A medida foi apresentada pelo Conselho de Pastores, em reunião com o corpo jurídico da instituição.
Segundo a igreja, a iniciativa atende à Lei 14.811, que trata da implementação de protocolos de prevenção à violência contra crianças e adolescentes em instituições que desenvolvem atividades educacionais ou similares.
De acordo com o pastor Marciel, a decisão partiu do presidente da igreja, pastor Elias, em conjunto com a diretoria. Ele destacou que, como a instituição mantém atividades como escola dominical, departamentos infantis e trabalhos voltados a adolescentes, tornou-se necessária a adequação às exigências legais.
Com a nova regra, líderes e voluntários que atuam diretamente com o público infantojuvenil deverão apresentar certidão de antecedentes criminais a cada seis meses.
Em nota divulgada nas redes sociais, a igreja afirmou que a medida reforça o compromisso com a proteção de crianças e adolescentes, além do cumprimento integral da legislação vigente.
Caso que motivou a decisão
A adoção do protocolo ocorre após a denúncia contra o pastor Douglas Alves Mandu, de 35 anos. Em fevereiro, uma jovem de 21 anos procurou a polícia e relatou que teria sido vítima de estupro em 2019, quando tinha 15 anos.
Conforme o boletim de ocorrência, o pastor teria acesso frequente à residência de um familiar da vítima por atuar como líder religioso da congregação frequentada pela família. A denunciante também afirmou ter sofrido ameaças.
O caso segue sob investigação das autoridades competentes.



















