Cinco presos durante a Operação Oncojuris, na quinta-feira (23), respondem pelos crimes de falsificação de documentos e organização criminosa.
A operação foi conduzida pelo Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) com apoio da Receita Federal e CGU (Controladoria-Geral da União). As autoridades identificaram que o grupo movimentou R$ 78 milhões em um ano. O levantamento inicial das investigações aponta que mais de R$ 54 milhões podem ter sido embolsados.
Assim, os envolvidos passarão por audiência de custódia nesta sexta-feira (24).
- Altair Penha Malhado — Advogado
- Victor Guilherme Lezo Rodrigo — Advogado
- Guilherme de Oliveira Neto — Ex-servidor da SES
- Reginaldo Pereira Santos — Dono de farmácia
- Luiz Henrique Marino — Dono de farmácia
Oncojuris: operação desmonta esquema de desvios de recursos de remédios para câncer
Receita Federal e policiais civis de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais colocaram 99 agentes nas ruas para cumprir 21 mandados de busca e apreensão e 5 de prisão temporária, em ação contra fraudes em processos para desvio de verba pública para remédios de alto custo contra câncer.
Ex-servidores da SES, advogados e empresários estão envolvidos no esquema.
Conforme informações, pacientes oncológicos em situação de vulnerabilidade que recorriam ao Judiciário para viabilizar o fornecimento de medicamentos de alto custo eram alvos do grupo criminoso.
Conforme a Receita Federal, tudo começava com a manipulação de orçamentos, em que ex-servidores e empresas inflavam orçamentos para subsidiar decisões judiciais com valores maiores que os de mercado.
Com o valor liberado, o grupo desviava 70% do montante, alegando custos com taxas de assessoria. Para faturar ainda mais, o esquema importava medicamentos sem registro ou garantia de procedência da Vigilância Sanitária. Isso colocava em risco a vida desses pacientes.
Por fim, havia uma prestação de contas com documentos falsificados para enganar a Justiça após os desvios.
Fonte: Midiamax



















