A última semana de janeiro foi movimentada na política, devido ao registro de mais um boletim de ocorrência contra o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL) — desta vez, por violência doméstica. A Justiça, inclusive, concedeu medida protetiva em favor da ex-namorada do prefeito.
Ferro, que se intitula como o ‘prefeitão do povo’, foi às redes sociais para se posicionar sobre a briga que teve com a ex. No primeiro vídeo, ele confessou ter quebrado o celular da vítima, mas alegou que comprou outro e inclusive falou o valor: R$ 9,2 mil.
Um dia depois, novamente em vídeo postado nas redes sociais, Ferro afirmou ter sido ouvido na delegacia, ter recebido orientação a respeito da medida protetiva; mas, diversas vezes, questionou sobre não ter sido ouvido antes de a medida ser concedida a favor da ex.
A semana política também teve alguns desdobramentos da Marcha Pela Liberdade, realizada de 19 a 25 de janeiro, de Goiás a Brasília. De MS, participaram os deputados federais Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira, além de João Henrique Catan, deputado estadual, e da vereadora da Capital Ana Portela, todos do PL.
Pollon disse que quer levar o movimento “Acorda MS” para todas as cidades do Estado.
Já Ana Portela afirmou que o ato mostra que a população quer mudança.
As movimentações começam também nas Casas Legislativas. Assim, a prefeita da Capital, Adriane Lopes (PP), vai participar da sessão solene inaugural da Câmara da Capital. O encontro que abre os trabalhos do Legislativo em 2026 está previsto para acontecer na manhã da próxima segunda-feira, dia 2 de fevereiro.
Já o governador Eduardo Riedel (PP) participa da sessão solene no dia 3 de fevereiro, o marco para o retorno dos trabalhos legislativos na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul).
Uma entrevista foi concedida ao Jornal Midiamax pelo ex-senador Pedro Chaves. Para ele, há dificuldades reais para o Estado consolidar um protagonismo sólido no cenário federal.
Também começou o desdobramento do destino político da ministra Simone Tebet (MDB). Assim como em Mato Grosso do Sul, Simone Tebet também pode enfrentar a falta de apoio do MDB nacional, caso dispute uma cadeira no Senado pelo Estado de São Paulo. A proximidade do presidente da sigla, Baleia Rossi, com o governador daquele estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ‘empurra’ Tebet para outro partido, caso bata o martelo sobre concorrer no estado vizinho.
Em Mato Grosso do Sul, dois partidos começaram o ano sem composição de executiva oficializada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro) e o Avante não possuem certidão cadastrada no órgão superior. As composições de diretoria venceram no fim de 2025.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, vem a Campo Grande no dia 5 de fevereiro. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, a presença dele está confirmada em eventos na cidade.
Com a presença da presidente nacional, Paula Coradi, o Psol realizou um evento de lançamento de pré-candidatos ao Senado e Governo de Mato Grosso do Sul. O partido lançou Lucien Rezende como pré-candidato a ocupar a vaga de governador. Já para o Senado, o pré-candidato é Beto do Movimento.
Outra notícia que movimentou a política nacional, mas que vai impactar MS e, obviamente, outros estados, foi a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD. Ele pode sair candidato à Presidência da República.
O senador por Mato Grosso do Sul e presidente estadual do PSD, Nelsinho Trad, afirmou que a configuração geral do PSD irá reforçar as candidaturas no Estado.
Após recuar sobre o aumento do próprio salário — e até rasgar o projeto —, o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), desistiu, ao menos por enquanto, do “reajuste”. Assim, na noite de quinta-feira (29), a Câmara de Vereadores do município realizou sessão extraordinária sem debater a proposta do chefe do Executivo. Entre as propostas aprovadas pelos vereadores, estão empréstimo de mais de R$ 8 milhões para construção de uma sede da Secretaria de Saúde do município, obras em escola, repasses para o time de futebol da cidade, além de repasses salariais para servidores comissionados e professores.
A senadora Tereza Cristina (PP) deve focar na derrubada do veto ao projeto de regularização das terras de fronteira no retorno das atividades legislativas. A parlamentar por Mato Grosso do Sul pontuou as prioridades para o ano de 2026, e uma delas será derrubar o veto presidencial à regularização de terras na faixa de fronteira.
A instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Banco Master será prioridade no retorno das atividades do Senado, afirma o senador Nelsinho Trad (PSD). Ao Midiamax, o parlamentar de Mato Grosso do Sul aponta cautela sobre o assunto: dependerá do posicionamento do presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Fonte: Midiamax



















