Em nota, a Polícia Militar disse que o cordão de isolamento ao final do desfile cívico-militar, neste 7 de Setembro, era procedimento padrão e que a via seria liberada na sequência para o tradicional ‘Grito dos Excluídos’.
O deputado estadual Pedro Kemp (PT) chegou a dizer ao TopMídiaNews que recebeu um pedido de desculpas do governo, através do secretário Eduardo Rocha. No entanto, a PM afirmou que Kemp se equivocou na ação por falta de conhecimento.
Confira a nota:
A Assessoria de Comunicação Social da PMMS esclarece que visando resguardar a segurança de todos os presentes no desfile alusivo ao 7 de setembro, na cidade de Campo Grande-MS e, cumprindo sua missão constitucional de executar o policiamento ostensivo e preventivo, a Polícia Militar, através do Comando de Policiamento Metropolitano, realizou o planejamento do policiamento da área do desfile e suas imediações utilizando dos diversos meios necessários para a sua execução, dentre eles o patrulhamento motorizado, montado e a pé.
Ao término do evento estava prevista a solenidade de encerramento do desfile, momento em que se fez necessário o isolamento da área do palanque de autoridades através de um cordão formado por Policiais Militares o qual seria desfeito logo após a solenidade havendo a liberação da via para que o grupo denominado “Grito dos Excluídos” e as demais pessoas presentes ao evento pudessem transitar pelo local.
A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul lamenta o incidente ocorrido envolvendo o Deputado Estadual Pedro Kemp o qual demonstrou desconhecer os procedimentos que estavam em curso e de maneira equivocada tentou transpor o cordão de isolamento, bem como, incitou algumas pessoas a realizar tal ato. Esclarecemos que tão logo ocorrera a solenidade de encerramento do desfile houve a liberação da via.
O caso
Cenas lamentáveis encerraram o desfile cívico-militar na região central de Campo Grande. A PM (Polícia Militar) bloqueou a passagem do tradicional ‘Grito dos Excluídos’, o que causou comoção e bate-boca entre manifestantes e forças policiais.
A confusão aconteceu no cruzamento da Rua 13 de Maio com a Avenida Afonso Pena. Em imagens enviadas ao TopMídiaNews, o deputado estadual Pedro Kemp (PT) aparece à frente questionando o fechamento da rua e é empurrado por policiais que cumprem ordens para encerar o evento.
Uma manifestante chega a cair no chão durante o empurra-empurra. Os participantes então iniciam gritos de ordem contra “fascistas”. Kemp chega a ser ameaçado com cassetete.
“Há 29 anos, nós realizamos o grito dos excluídos no Dia da Independência porque nós acreditamos que a verdadeira independência vai acontecer quando a gente estiver inclusão social, mais justiça social, direitos garantidos. Eu participei de quase todos os gritos dos excluídos e esse ano foi lamentável. Nós fomos impedidos de passar ali perto do palanque, não havia motivo para isso, uma manifestação tranquila, pacífica, democrática, é o nosso direito de manifestação e nós só estamos pedindo justiça social, igualdade, fraternidade”, destaca Kemp.
Segundo o deputado, não havia motivos para a ação. “O grito dos excluídos é uma manifestação pacífica, democrática, de movimentos sociais que desejam um país mais justo, inclusivo, com a participação popular. E este ano o tema do grito dos excluídos é o combate à fome. Você tem fome e sede de quê? Nós queremos que aqueles setores excluídos da sociedade, que estão desempregados, que estão subempregados, as comunidades indígenas, quilombolas, as periferias da cidade, sejam olhadas e sejam atendidas com políticas públicas para que possam viver com dignidade”.
“Foi lamentável. Tivemos ali um pequeno confronto com a polícia militar e eu acho que, para os próximos anos, é importante que o comando da polícia permita a nossa participação, o nosso direito de livre manifestação e que não aconteça mais esse incidente”, complementa.
FONTE: TOP MIDIA NEWS



















