A Procuradoria-Geral da República mostrou em investigação que denunciou policiais da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal que o ex-comandante de Operações, coronel Jorge Eduardo Naime, teria usado a estrutura da corporação para escoltar valores em dinheiro, sem declaração e de forma extraoficial.
De acordo com o documento, o policial mantinha relações econômicas aparentemente ilícitas com um indivíduo e que, no dia 12 de junho de 2021, o militar promoveu o transporte de R$ 1 milhão, em espécie, em favor de tal indivíduo, partindo de São Paulo com destino a Brasília.
A defesa do Coronel Naime afirmou em nota que “recebe com estranheza a denúncia por crimes tão graves. Policial Militar há três décadas e gozando de dispensa-recompensa no dia 8 de janeiro, Naime compareceu ao local dos fatos para ajudar seus companheiros de farda. Agiu de acordo com a Lei e efetuou dezenas de prisões, sendo inclusive ferido por um rojão. Temos certeza da inocência do Coronel Naime”.
A movimentação, de acordo com a PGR, de vultosos valores em espécie, sem declaração correspondente e de forma não oficial, “tem por propósito burlar os mecanismos de monitoramento antilavagem existentes de forma permanente no sistema financeiro, dificultando a identificação da origem, da localização, da propriedade e da própria movimentação dos
valores”.
“Tais condutas só se justificam logicamente nos casos em que os recursos possuem origem ilícita, considerando o elevado risco e os maiores custos da operação”, disse.
Na sexta-feira (18), a Polícia Federal realizou uma operação contra o então comandante-geral da PMDF, coronel Klepter Rosa Gonçalves, o ex-comandante da corporação coronel Fábio Augusto Vieira e mais cinco oficiais que integravam a cúpula da PMDF durante os atos extremistas de 8 de janeiro.
Os agentes cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão expedidos pelo STF a pedido da PGR. Os alvos são suspeitos de omissão durante os atos de 8 de janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
No documento, a PGR também afirmou ao Supremo Tribunal Federal que há indícios de que oficiais da PMDF apagaram mensagens e podem ter se comunicado por outras formas ainda não identificadas pela investigação.
CREDITOS: R7



















