{"id":9129,"date":"2026-04-10T06:43:54","date_gmt":"2026-04-10T10:43:54","guid":{"rendered":"https:\/\/mirandams.com.br\/site\/?p=9129"},"modified":"2026-04-10T06:43:54","modified_gmt":"2026-04-10T10:43:54","slug":"apos-surto-em-aldeias-chikungunya-se-espalha-pelo-resto-de-dourados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mirandams.com.br\/site\/2026\/04\/10\/apos-surto-em-aldeias-chikungunya-se-espalha-pelo-resto-de-dourados\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s surto em aldeias, chikungunya se espalha pelo resto de Dourados"},"content":{"rendered":"<p>Dourados enfrenta uma situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica com a epidemia de chikungunya. Somente em 2026, o munic\u00edpio j\u00e1 contabilizou cinco mortes e 1.538 casos confirmados da doen\u00e7a, sendo a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena a mais afetada at\u00e9 ent\u00e3o. No entanto, nas \u00faltimas semanas, o cen\u00e1rio mudou, e a alta de casos agora se concentra na \u00e1rea urbana da cidade. Em 24 horas, Dourados confirmou 75 novos casos da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise do boletim epidemiol\u00f3gico divulgado nesta quinta-feira (9) indica que, at\u00e9 a 12\u00aa semana, os registros estavam concentrados entre ind\u00edgenas. A partir da 13\u00aa semana, por\u00e9m, houve uma invers\u00e3o no perfil dos casos, com predomin\u00e2ncia entre a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o ind\u00edgena e maior incid\u00eancia na zona urbana de Dourados.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Curva da epidemia<\/h3>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><picture><source srcset=\"https:\/\/cdn.midiamax.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Design-sem-nome-2026-04-09T121356.662.jpg.webp 1920w, https:\/\/cdn.midiamax.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Design-sem-nome-2026-04-09T121356.662-300x169.jpg.webp 300w\" type=\"image\/webp\" sizes=\"auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3009364\" src=\"https:\/\/cdn.midiamax.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Design-sem-nome-2026-04-09T121356.662.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" srcset=\"https:\/\/cdn.midiamax.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Design-sem-nome-2026-04-09T121356.662.jpg 1920w, https:\/\/cdn.midiamax.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Design-sem-nome-2026-04-09T121356.662-300x169.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1080\" data-eio=\"p\" \/><\/picture><\/figure>\n<p>Nas primeiras semanas do ano (1 a 7), os casos se mantiveram em n\u00edveis baixos, com leve predomin\u00e2ncia entre n\u00e3o ind\u00edgenas. A partir da 8\u00aa semana, no fim de fevereiro, houve crescimento gradual e mais equilibrado entre os grupos \u2014 com 75 casos entre ind\u00edgenas e 66 entre n\u00e3o ind\u00edgenas \u2014, o que indica o in\u00edcio da dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<div id=\"banner-69d8b572ce46e\" class=\"bt-ads bt-ads--google post-internal__ads post-internal__ads--content\">\n<div id=\"gam_intext_1\" data-google-query-id=\"CMSu4OKL45MDFe9v3QIdjCcZ1Q\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/23324000673\/midiamax.com.br\/desktop_intext1_0__container__\">Em mar\u00e7o, o surto ganhou for\u00e7a, com 669 casos entre ind\u00edgenas na 11\u00aa semana. Na semana seguinte (12\u00aa), houve novo pico, com 768 registros entre ind\u00edgenas, quase o dobro dos 390 casos entre n\u00e3o ind\u00edgenas.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Ap\u00f3s esse \u00e1pice, os n\u00fameros come\u00e7aram a cair, mas ainda permanecem elevados. Na 13\u00aa semana, os n\u00e3o ind\u00edgenas voltaram a liderar, 544 casos contra 336, tend\u00eancia que se mant\u00e9m na 14\u00aa semana, com 425 registros entre n\u00e3o ind\u00edgenas e 194 entre ind\u00edgenas.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica segue cr\u00edtica<\/h3>\n<figure>\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full is-resized\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cidade j\u00e1 registrou cinco mortes por chikungunya. (Edjalma Borges\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Desde o in\u00edcio do ano, Dourados j\u00e1 registrou 4.387 notifica\u00e7\u00f5es de chikungunya. Desse total, 1.538 casos foram confirmados, 2.278 seguem em investiga\u00e7\u00e3o, 3.245 s\u00e3o considerados prov\u00e1veis e 571 foram descartados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, 30 pessoas est\u00e3o hospitalizadas com suspeita ou confirma\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Outro dado que preocupa \u00e9 a taxa de positividade, atualmente em 72%, o que indica que a maioria das pessoas com sintomas testadas tem diagn\u00f3stico<\/p>\n<p>confirmado para chikungunya.<\/p>\n<p>Apesar da recente mudan\u00e7a no perfil da transmiss\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena ainda concentra a maior parte dos casos confirmados, com 1.264 registros, ou seja, 82% do total.<\/p>\n<p>Nos territ\u00f3rios ind\u00edgenas, s\u00e3o 1.780 casos prov\u00e1veis, 516 em investiga\u00e7\u00e3o e 246 atendimentos hospitalares. Todas as cinco mortes confirmadas pela doen\u00e7a ocorreram entre ind\u00edgenas, al\u00e9m de duas das tr\u00eas mortes que ainda est\u00e3o sob investiga\u00e7\u00e3o.<\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tr\u00eas mortes em investiga\u00e7\u00e3o e cinco confirmadas<\/h3>\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full is-resized\"><picture><source srcset=\"https:\/\/cdn.midiamax.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/hospital-de-campanha-dourados-chikungunya.jpg.webp 1920w, https:\/\/cdn.midiamax.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/hospital-de-campanha-dourados-chikungunya-300x169.jpg.webp 300w\" type=\"image\/webp\" sizes=\"auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-2946875\" src=\"https:\/\/cdn.midiamax.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/hospital-de-campanha-dourados-chikungunya.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" srcset=\"https:\/\/cdn.midiamax.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/hospital-de-campanha-dourados-chikungunya.jpg 1920w, https:\/\/cdn.midiamax.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/hospital-de-campanha-dourados-chikungunya-300x169.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1080\" data-eio=\"p\" \/><\/picture><figcaption class=\"wp-element-caption\">Hospital de campanha. (Reprodu\u00e7\u00e3o, Prefeitura de Dourados)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Tr\u00eas mortes continuam em investiga\u00e7\u00e3o. Entre elas, est\u00e3o as de uma crian\u00e7a de 12 anos, que apresentou os primeiros sintomas em 28 de fevereiro, e de uma mulher de 55 anos, com in\u00edcio dos sintomas em 1\u00ba de abril. Ambas eram ind\u00edgenas, n\u00e3o tinham comorbidades e morreram na \u00faltima sexta-feira (3).<\/p>\n<p>O caso mais recente em Dourados foi confirmado na ter\u00e7a-feira (7) \u2014 de uma menina de 10 anos, que come\u00e7ou a apresentar sintomas em 28 de mar\u00e7o e morreu no mesmo dia.<\/p>\n<p>Conforme a Secretaria Municipal de Sa\u00fade, ela estava internada no Hospital Regional de Dourados e tamb\u00e9m n\u00e3o possu\u00eda comorbidades.<\/p>\n<p>Outro \u00f3bito suspeito, registrado no \u00faltimo s\u00e1bado (4), segue em investiga\u00e7\u00e3o na cidade de Jardim.<\/p>\n<p>Em todo Mato Grosso do Sul j\u00e1 s\u00e3o sete mortes confirmadas, sendo cinco em Dourados. Entre as v\u00edtimas de Dourados, est\u00e3o dois beb\u00eas, de tr\u00eas e um m\u00eas de idade, e tr\u00eas idosos, de 60, 69 e 73 anos, todos ind\u00edgenas. Conforme a SES (Secretaria de Estado de Sa\u00fade), as outras duas mortes ocorreram nos munic\u00edpios de Jardim e Bonito.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 a chikungunya<\/h3>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-1817845\" src=\"https:\/\/cdn.midiamax.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/04154538\/dengue.webp\" sizes=\"auto, (max-width: 793px) 100vw, 793px\" srcset=\"https:\/\/cdn.midiamax.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/04154538\/dengue.webp 793w, https:\/\/cdn.midiamax.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/04154538\/dengue-300x166.webp 300w, https:\/\/cdn.midiamax.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/04154538\/dengue-768x425.webp 768w\" alt=\"\" width=\"793\" height=\"439\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. (Foto: Arquivo Midiamax)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A chikungunya \u00e9 uma arbovirose causada pelo v\u00edrus CHIKV e transmitida pela picada da f\u00eamea do mosquito\u00a0<strong><em>Aedes aegypti<\/em><\/strong>\u00a0infectada. O v\u00edrus foi introduzido nas Am\u00e9ricas em 2013, quando provocou epidemias em diversos pa\u00edses.<\/p>\n<p>Os sintomas s\u00e3o semelhantes aos da dengue, mas costumam ser mais intensos e duradouros. Febre alta e dores articulares marcantes s\u00e3o caracter\u00edsticas da doen\u00e7a, podendo persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, as dores nas articula\u00e7\u00f5es podem se tornar cr\u00f4nicas e durar anos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a doen\u00e7a pode provocar complica\u00e7\u00f5es cardiovasculares, renais, dermatol\u00f3gicas e neurol\u00f3gicas, incluindo encefalite, mielite, s\u00edndrome de Guillain-Barr\u00e9 e outras condi\u00e7\u00f5es graves. Em casos mais severos, pode haver necessidade de interna\u00e7\u00e3o e risco de morte.<\/p>\n<p>Diante de sintomas, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 procurar atendimento m\u00e9dico para diagn\u00f3stico adequado. Os exames laboratoriais e testes diagn\u00f3sticos est\u00e3o dispon\u00edveis pelo SUS (Sistema \u00danico de Sa\u00fade).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dourados enfrenta uma situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica com a epidemia de chikungunya. Somente em 2026, o munic\u00edpio j\u00e1 contabilizou cinco mortes e 1.538 casos confirmados da doen\u00e7a, sendo a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena a mais afetada at\u00e9 ent\u00e3o. No entanto, nas \u00faltimas semanas, o cen\u00e1rio mudou, e a alta de casos agora se concentra na \u00e1rea urbana da cidade. 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