{"id":8960,"date":"2026-03-28T06:14:27","date_gmt":"2026-03-28T10:14:27","guid":{"rendered":"https:\/\/mirandams.com.br\/site\/?p=8960"},"modified":"2026-03-28T06:14:27","modified_gmt":"2026-03-28T10:14:27","slug":"advogado-ex-chefe-de-cartorio-e-detento-sao-condenados-por-ligacao-com-pcc-em-ms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mirandams.com.br\/site\/2026\/03\/28\/advogado-ex-chefe-de-cartorio-e-detento-sao-condenados-por-ligacao-com-pcc-em-ms\/","title":{"rendered":"Advogado, ex-chefe de cart\u00f3rio e detento s\u00e3o condenados por liga\u00e7\u00e3o com PCC em MS"},"content":{"rendered":"<p>O advogado Bruno Ghizzi, o ex-chefe de cart\u00f3rio Rodrigo Pereira da Silva Correa e o detento Edimar da Silva Fonseca, conhecido como \u2018Arqueiro\u2019, foram condenados pelo crime de \u201cpromo\u00e7\u00e3o, constitui\u00e7\u00e3o, financiamento<br \/>\nou integra\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o criminosa\u201d. O\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/midiamax.com.br\/policia\/2022\/sintonia-dos-gravatas-gaeco-oferece-denuncia-contra-8-e-pede-expulsao-de-servidor-do-tjms\/\">trio foi alvo da Opera\u00e7\u00e3o Courrier<\/a><\/strong>, que investiga liga\u00e7\u00e3o entre advogados e o PCC (Primeiro Comando da Capital), a chamada \u201cSintonia dos Gravatas\u201d.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/midiamax.com.br\/politica\/transparencia\/2026\/oab-ms-suspende-advogado-suspeito-ligacao-pcc\/\">Suspenso na OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil Seccional de Mato Grosso do Sul) h\u00e1 uma semana<\/a><\/strong>, Bruno foi condenado a 4 anos, 10 meses, 10 dias de reclus\u00e3o e 29 dias-multa. Filho do defensor p\u00fablico afastado de suas fun\u00e7\u00f5es e depois preso, na \u00faltima fase da opera\u00e7\u00e3o, Bruno foi pe\u00e7a-chave das investiga\u00e7\u00f5es e acabou detido em mar\u00e7o de 2022.<\/p>\n<p>Assim como Bruno, o\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/midiamax.com.br\/policia\/2022\/ex-chefe-de-cartorio-preso-por-ligacao-com-pcc-responde-a-processo-administrativo-por-quebra-de-sigilo\/\">ex-chefe de cart\u00f3rio da 1\u00aa Vara de Execu\u00e7\u00e3o Penal do TJMS (Tribunal de Justi\u00e7a de Mato Grosso do Sul), Rodrigo Pereira<\/a><\/strong>, foi condenado a 4 anos, 10 meses, 10 dias de reclus\u00e3o e 29 dias-multa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 Edimar foi condenado a 5 anos, 8 meses, 1 dia de reclus\u00e3o e 33 dias-multa. Por falta de provas ou aus\u00eancia de comprova\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o nos crimes, outros quatro acusados foram absolvidos.<\/p>\n<p>A senten\u00e7a foi publicada no Di\u00e1rio da Justi\u00e7a desta sexta-feira (27) e determina que o advogado e o ex-chefe de cart\u00f3rio podem recorrer em liberdade \u2014 em vista da primariedade e por n\u00e3o haver fatos novos que justifiquem a pris\u00e3o preventiva. J\u00e1 Edimar ter\u00e1 apenas a manuten\u00e7\u00e3o de sua pris\u00e3o preventiva.<\/p>\n<p>O Judici\u00e1rio determinou que, ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado, sejam expedidos os mandados de pris\u00e3o contra Bruno e Rodrigo. Tamb\u00e9m determinou que a OAB-MS seja comunicada sobre a condena\u00e7\u00e3o de Bruno, e que o TJMS seja comunicado para eventual perda do cargo.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o ainda determinou que o processo de Cristhian Thomas Vieira, o \u2018Tio Doni\u2019, seja desmembrado. \u2018Tio Doni\u2019 era da alta c\u00fapula da organiza\u00e7\u00e3o criminosa e apontado como l\u00edder da \u201cSintonia dos Gravatas\u201d.<\/p>\n<p>Ao\u00a0<strong>Midiamax<\/strong>, o advogado Tiago Bunning declarou que Rodrigo \u00e9 inocente. \u201c<em>Est\u00e1 comprovado no processo que ele n\u00e3o enviou nenhum documento sigiloso a qualquer pessoa. Iremos recorrer da senten\u00e7a e confiamos na absolvi\u00e7\u00e3o de Rodrigo<\/em>\u201c, afirmou em nota.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Informa\u00e7\u00f5es sigilosas<\/h2>\n<p>Com servidores da\u00a0Defensoria P\u00fablica\u00a0de\u00a0Mato Grosso do Sul\u00a0e at\u00e9 funcion\u00e1ria de empresa de telefonia, o advogado obtinha informa\u00e7\u00f5es privilegiadas que beneficiavam as a\u00e7\u00f5es em que atuava.<\/p>\n<p>Assessor jur\u00eddico na Defensoria em MS, citado em relat\u00f3rio do Gaeco, opinava a respeito de valores cobrados pelo escrit\u00f3rio do advogado, para presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, e inclusive elaborava documentos e procura\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m fazia consultas a cadastros p\u00fablicos, como o CadSUS, sistema interno do local onde trabalha. O\u00a0servidor\u00a0n\u00e3o era concursado e, segundo a Defensoria informou \u00e0 reportagem, foi desligado logo ap\u00f3s a Opera\u00e7\u00e3o Courrier.<\/p>\n<p>Conforme o Gaeco (Grupo de Atua\u00e7\u00e3o Especial de Combate ao Crime Organizado), Bruno tamb\u00e9m conseguia informa\u00e7\u00f5es sigilosas de empresas de telefonia celular por meio de uma funcion\u00e1ria do setor administrativo, que, conforme consultado em p\u00e1gina pessoal, atua h\u00e1 mais de 10 anos no mesmo local.<\/p>\n<p>Por meio dela, o filho do defensor p\u00fablico de MS conseguia n\u00fameros de telefone e cadastros de pessoas f\u00edsicas. Outro\u00a0servidor\u00a0da Defensoria P\u00fablica de MS apontado no relat\u00f3rio do Gaeco fazia consultas ao banco de dados do\u00a0Detran\u00a0(Departamento Estadual de Tr\u00e2nsito) para o investigado.<\/p>\n<p>\u00c9 esclarecido que o advogado, com \u201caux\u00edlio de terceiros, sistematicamente violaria o sigilo de dados de pessoas diversas, no Estado de Mato Grosso do Sul, para atender interesses pessoais\u201d.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sintonia dos gravatas<\/h2>\n<p>A a\u00e7\u00e3o, denominada Courrier \u2014 correspond\u00eancia \u2014, cumpriu ao todo 38 mandados judiciais. Conforme o Gaeco, a opera\u00e7\u00e3o mira o n\u00facleo \u2018Sintonia dos Gravatas\u2019, c\u00e9lula em que advogados usam de suas fun\u00e7\u00f5es para transmitir recados aos faccionados presos, da\u00ed o nome da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o Gaeco, o grupo criminoso estaria articulando atentados contra a vida de agentes p\u00fablicos, entre eles, promotor do Gaeco e um juiz de Direito de Campo Grande. Garras, Batalh\u00e3o de Choque, Bope (Batalh\u00e3o de Opera\u00e7\u00f5es Policiais Especiais) e Gisp (Ger\u00eancia de Intelig\u00eancia do Sistema Penitenci\u00e1rio) tamb\u00e9m atuaram na opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Midiamax<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O advogado Bruno Ghizzi, o ex-chefe de cart\u00f3rio Rodrigo Pereira da Silva Correa e o detento Edimar da Silva Fonseca, conhecido como \u2018Arqueiro\u2019, foram condenados pelo crime de \u201cpromo\u00e7\u00e3o, constitui\u00e7\u00e3o, financiamento ou integra\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o criminosa\u201d. 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