Uma tragédia abalou a comunidade Tekoha Paraguassu, em Paranhos (MS), na madrugada deste domingo (8). Uma mulher indígena da etnia Kaiowá morreu carbonizada após sua residência ser consumida por um incêndio. O caso, inicialmente registrado como morte atípica, ganha contornos de crime sob o clamor de lideranças locais.
Dinâmica do Ocorrido
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima esteve com conhecidos em uma casa próxima antes de retornar para seu imóvel. Pouco depois, as chamas atingiram a residência. A mulher não conseguiu sair a tempo e faleceu no local.
Há uma divergência sobre a idade da vítima que ainda precisa ser esclarecida:
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Registro Policial: 44 anos.
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Lideranças Indígenas: 35 anos.
Denúncia de Crime e Indignação
A Kuñangue Aty Guasu (Assembleia das Mulheres Guarani e Kaiowá de MS) utilizou as redes sociais para denunciar o caso como um ato criminoso. Em nota oficial, o grupo afirmou que o corpo foi encontrado 100% carbonizado e apontou o marido da vítima como o principal suspeito, sendo ele a última pessoa vista em sua companhia.
“O caso evidencia a realidade de violência, silenciamento e a falta de proteção do Estado enfrentada por mulheres indígenas dentro e fora de seus territórios”, manifestou a organização em nota.
Próximos Passos da Investigação
A Polícia Civil de Paranhos iniciou os procedimentos para esclarecer a origem do fogo. Confira os próximos passos:
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Depoimentos: As testemunhas que estavam com a vítima antes do incêndio serão ouvidas a partir desta segunda-feira (9).
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Perícia: O caso foi registrado como “incêndio em casa habitada” e “morte decorrente de fato atípico”, mas a tipificação pode mudar conforme o avanço das provas.
A comunidade exige uma investigação rigorosa para determinar se o incêndio foi provocado intencionalmente.
Fonte: Top Midia News



















