Parlamentares da oposição elevaram o tom contra as instituições do sistema de Justiça após a divulgação de supostas mensagens envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Lideranças do PL no Senado e na Câmara dos Deputados exigem que a Procuradoria-Geral da República (PGR) abra uma investigação imediata para apurar o teor das conversas.
“Quadro gravíssimo”, afirma Rogério Marinho
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), classificou o conteúdo das mensagens — caso confirmado — como uma situação de extrema gravidade para a cúpula do Judiciário. Segundo o senador, os diálogos indicariam uma relação incompatível com a imparcialidade exigida pelo cargo de ministro.
Marinho também direcionou críticas severas ao procurador-geral da República, Paulo Gonet:
“O silêncio do Procurador-Geral da República é injustificável. Essa seletividade mina a confiança nas instituições”, afirmou o parlamentar, defendendo que uma investigação independente seria a única forma de preservar a credibilidade do STF.
Flávio Bolsonaro defende saída de ministro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) adotou uma postura ainda mais incisiva, condicionando a saúde da democracia brasileira à saída de Moraes da Corte. O parlamentar afirmou que o ministro deveria renunciar ao cargo ou enfrentar um processo de impeachment no Senado Federal. Assim como Marinho, Flávio criticou a inércia da PGR diante do que chamou de “escândalo”.
Cobrança no Congresso
O coro pelas medidas institucionais foi reforçado pelo deputado federal Gilberto Silva, que reiterou a necessidade de o Senado cumprir seu papel constitucional de fiscalização. Para o deputado, o esclarecimento dos fatos é urgente “pelo bem do Judiciário brasileiro”.
Até o momento, nem o gabinete do ministro Alexandre de Moraes nem a Procuradoria-Geral da República se manifestaram oficialmente sobre as declarações dos parlamentares.



















