Crimes violentos contra a democracia. Foi rápido, pensando bem. Pouco mais de oito meses depois dos violentos ataques à Praça dos Três Poderes, em que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro tentaram mas não conseguiram dar um golpe de Estado contra a eleição do presidente Lula, o STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar na quarta (13) e quinta (14) os manifestantes que foram tornados réus. Eles podem ser condenados ou absolvidos.
As sessões serão extraordinárias, a partir das 9h30. O relator das ações penais é o ministro Alexandre de Moraes, e os primeiros réus a serem julgados são os que respondem por crimes mais graves, como associação criminosa armada e golpe de Estado. Entre eles está Aécio Lúcio Costa Pereira, preso em flagrante pela Polícia do Senado. Ao todo, a Procuradoria Geral da República denunciou 1.390 pessoas por envolvimento nas ações antidemocráticas.
A América Latina entra no radar esta semana. Na segunda (11), completam-se 50 anos do golpe militar (ele de novo) que em 1973 derrubou Salvador Allende da presidência do Chile. Na sexta e sábado (16), Lula tem agenda em Cuba, na reunião do G-77, o grupo dos países em desenvolvimento da ONU (Organização das Nações Unidas). É uma escala antes do discurso do presidente brasileiro na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, no dia 19. “É lá que devemos tentar discutir a paz”, disse Lula na cúpula do G-20, em Nova Déli.
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Em repouso. Na segunda (11), o ex-presidente Jair Bolsonaro se interna no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, a fim de realizar cirurgia de correção de alças intestinais.
Nova lei eleitoral. Está prevista para segunda (11) a entrega do relatório sobre a minirreforma eleitoral – o texto deve ser discutido na reunião de líderes da Câmara dos Deputados na terça (12) e pode ser votado nos dias seguintes. Rubens Pereira Júnior (PT-MA), o relator, recebeu sugestões de mudanças. Entre os tema estão prestação de contas, propaganda eleitoral e violência política contra as mulheres. Para valer em 2024, a lei precisa ser sancionada até 5 de outubro.
O fim de Salvador Allende. Neste 11 de setembro, completam-se 50 anos do golpe militar no Chile. No palácio de governo em chamas, atacado com violência por militares, o presidente Salvador Allende morreu em 11 de setembro de 1973 e o ditador Augusto Pinochet assumiu o poder, inaugurando uma era de repressão brutal e violações dos direitos humanos. A ditadura chilena executou 1.747 pessoas e prendeu ou provocou o desaparecimento de 1.469 homens e mulheres.
Mulheres indígenas. Em Brasília, no Eixo Cultural Ibero-Americano, a terceira Marcha das Mulheres Indígenas acontece de segunda a quarta (13). Entre as reivindicações estão a demarcação de terras e a formação política de representantes indígenas.
Eliminatórias da Eurocopa. Na segunda (11), tem Armênia x Croácia às 13h, Portugal x Luxemburgo às 15h45.
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Acelerando. Às 9h de terça (12), o IBGE divulga a inflação de agosto (IPCA). A prévia (IPCA-15) registrou alta de 0,28%. Em 12 meses, a inflação acumulada está em 4,24%.
A inteligência que fez falta. Para a sessão de terça (12), a CPMI do 8 de Janeiro tem agendado o depoimento de Marília Ferreira de Alencar, ex-subsecretária de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Ela era subordinada ao então secretário Anderson Torres, que estava em viagem aos EUA, e foi exonerada durante a intervenção federal, após os ataques.
Ensino e profissão. A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulga na terça (12) o seu relatório anual sobre a educação no mundo, intitulado Education at a Glance. Em 2022, esta pesquisa concluiu que o Brasil é o segundo país do mundo com maior proporção de jovens que não trabalham nem estudam. Reportagem da Folha de S.Paulo apresenta os desafios para o ensino técnico no país.



















